da France Presse, em Paris
As mudanças climáticas terão efeitos indiscutÃveis na saúde, como o aumento das alergias e doenças transmitidas por mosquitos, e o aumento de problemas intestinais ligados à falta de água, advertiram nesta sexta-feira (19) em Paris especialistas em clima e saúde.
“Em 2050, um em cada dois verões (hemisfério norte) se assemelhará à onda de calor de 2003″, que na França causou a morte de milhares de pessoas, indicou o diretor da Agência Sanitária do Meio Ambiente e do Trabalho (AFSSET), Dominique Gombert.
Segundo ele, já é possÃvel prever que o aumento das temperaturas durante o verão provocará um forte avanço da mortalidade entre as pessoas mais velhas, ou frágeis.
Além disso, as ondas de frio serão mais intensas, inclusive mais mortÃferas, acrescentou o diretor.
Alguns poluentes –como as partÃculas finas–, também aumentarão, devido ao aquecimento global, acrescentou. “Serão mais precoces e permanecerão por mais tempo”, explicou Gombert.
“Esta poluição terá os mesmos efeitos dos picos de poluição atuais, que geram um aumento das doenças respiratórias (bronquite, asma) e problemas cardiovasculares, assim como uma sensibilidade maior à s infecções causadas por micróbios”, advertiu.
Redistribuição de vegetação
O aquecimento global provocará uma redistribuição da vegetação no território: por exemplo, a oliveira terá uma tendência de crescer melhor no norte.
Além disso, acrescentou, os perÃodos com muito pólen vão aumentar, o que provocará mais casos de alergias, indicou.
São previstos também outros problemas de saúde, como cânceres de pele, devido à intensificação dos raios solares, e o aumento das doenças como a febre tifóide ou a cólera, porque a água será mais escassa e mais contaminada, alertou.
O especialista ressaltou que, embora as ameaças dos efeitos do aquecimento planetário pareçam claras, as medidas para proteger a saúde das pessoas são menos evidentes.
Para reduzir os fatores de risco, será preciso desenvolver a cultura da “adaptação”, mas essa meta se depara com dificuldades, como a falta de interesse dos médicos, afirmou outro especialista.
“O aquecimento global é um tema que interessa aos meios de comunicação, mas menos aos médicos”, lamentou William Dab, professor da cátedra de Higiene e Segurança no Conservatório Nacional das Artes de Paris.
Segundo ele, as mudanças climáticas não são “um risco a mais”, entre outros, e sim “uma mudança de escala do risco”, dada a quantidade de pessoas expostas.
O Observatório Nacional sobre os Efeitos do Aquecimento Global (Onerc) sugere algumas maneiras de combater esses efeitos das mudanças climáticas na saúde, entre elas umas supervisão maior dos agentes infecciosos e da qualidade da água e do ar.
Fonte: Folha Online
Oi.
É tão difÃcil de comprender a espécie humana…
O planeta Terra demorou muito para se evoluir e chegar até onde chegou hoje, assim como o ser humano.
E, atualmente, por mero capricho, “lucro” ou indiferença para com o planeta e com quem vive nele, o homem está destruindo a ele e a todas as suas conquistas.
Mais textos como esses, que mostram com clareza a realidade do planeta e o nÃvel do planeta, diviam ser distribuÃdos e comentados mais vezes na sociedade, para que os homens (ou sua maioria) vejam que no momento que eles estão sendo indiferentes ou prejudiciais para com o planeta e com pessoas desconhecidas, eles estão sendo indiferentes e prejudiciais consigo mesmo e com seus entes queridos e amigo.
Achei o artigo muito organizado e claro.
Xau.